Nem sempre paramos para pensar o porquê e o para quê da vida. Somos motivados a ter foco, mas deixamos a vida no automático. Muito além do existir, a vida em nós deve pulsar e buscar sua plena realização. O certo é que a vida encontra sentido de ser quando consegue descobrir as razões do ser.
Reconhecer o potencial humano que está em nós e em cada pessoa que conhecemos é caminho para se reconhecer na dignidade. Através dela percebemos que somos inteligentes e nos manifestamos em campos diferentes, que se complementam, em vista da promoção da coletividade.
O importante é empreender e empregar todos os dons e talentos. Eles se tornam visíveis através da dedicação, empenho e entrega de si. Fundamental para qualquer organização, ter pessoas que realizam o seu fazer, de tal forma que se percebe a sua essência, transcendência e espiritualidade.
A missão nasce de um propósito que não é fechado em si, mas aberto aos outros. Garante benefícios que resgatam e se firmam no primado da dignidade. Acolhe, promove, integra e protege todos os seres.
Assim como em nenhuma missão está ausente um propósito, não há missão e nem propósito que se concretize sem um projeto de vida. Sempre é tempo para se ter um projeto de vida. Bom quando família, religião, escola somam esforços para auxiliar os jovens a estruturar um projeto de vida com base no discernimento, no ato de auscultar a sua própria essência.
A sua interioridade é cheia de sonhos, desejos, aspirações e sede de algo mais. Perceber as forças que nascem do seu ímpeto e poder direcionar em vista do bem comum, da dignidade e da igualdade é revelar ao mundo as razões do ser, porque encontras o objetivo e a finalidade da vida.
Então podemos afirmar que nesses elementos surgem o sentido da vida. Em outras palavras, encontramos as razões do ser, nessa dinâmica de se perceber com um propósito que alimenta uma missão, que surge na percepção de mundo e que se concretiza através de um projeto de vida que nos leva à realização humana.
Isaias Pablo Klin Carlotto