A cada dia que passa somos chamados a redescobrir a vida através do ver. Aqui jaz as alegrias de ampliar, redimensionar e transcender com nossa essência, a outros mundos possíveis de oportunidades e possibilidades. O nosso ser no mundo tem conexões fundamentais com a forma de ver. Os referenciais se consolidam através do ver. Contemplar a existência em todas as suas nuances e manifestações é um poder imensurável.
A meditação que nos transcende se alimenta da purificação constante de nosso ver o mundo. Nas formas e intensidades com que lançamos o nosso ver, vai ajustando a geografia das percepções e sensações que revolucionam a química da qual somos constituídos. Somos seres que potencializamos em nós as atitudes e valores que os outros protagonizam. Com este imenso poder nos lançamos a perceber os outros além das aparências. Porque nos colocamos a ver em primeiro plano a dignidade de todos os seres. Urge descobrirmos que, quando valorizamos os outros, na verdade estamos reconhecendo em nós a nossa dignidade.
A realidade ou mesmo a forma descurada com que prestamos atenção aos fatos e acontecimentos nos impõem muitos véus. Quando não temos uma visão clara sobre a vida, nos tornamos servos para aquelas forças que sempre lucraram com nossa postura de se deixar levar pelas manipulações. Devemos ver além do que nos possibilitam, através dos discursos e narrativas que alimentam a opinião pública, fomenta sucessivas polêmicas, num jogo sem fim de ajustes de ganhos fáceis de uns
poucos.
Sempre importante salientar, que é relevante como vemos cada pessoa; a família; o trabalho; a relação com o diferente. Ampliar o nosso ver é quase sempre um indicativo para superar problemas. Todos os sentidos humanos devem auxiliar o poder de ver: Mente e coração, sensibilidade, percepção, intuição, transcendência. É tempo de purificar o nosso ver. Nossos sentidos todos serão enriquecidos, aprimorados com o poder de ver que transcende os horizontes impostos pela falta de conhecimento.
Isaias Pablo Klin Carlotto