Em algum momento vamos nos deparar com
questionamentos. No universo de interrogações que
nosso ser irá formular, estão: o que sou, o que estou
fazendo aqui e para onde vou. Sim, são questões
humanas que já foram formuladas e de alguma
forma, já se tem respostas. Contudo, buscamos, em
cada tempo, novas perspectivas de respostas.
Antes de responder a qualquer questionamento,
e até antes de se lançar um olhar para as dimensões
do ser humano, há que
se pensar no amor. O
poder de amar. Porque
aqui, reside o elemento
fundante e que justifica
o existir humano. Por
isso, o primeiro amor
é sempre, sumamente,
importante.
O amor de Deus que perpassa pelo amor dos
pais, irmãos, familiares, amigos e, as nuances de
amor, que se evidenciam no reconhecimento do que
somos, pensamos, sentimos e agimos, são os grandes
diferenciais na existência.
Amar a si mesmo é um pressuposto para
qualquer outro tipo de amor que a vida proporcione
para a existência. Este amor, só existe porque fomos
amados primeiros. Talvez o grande desafio esteja
no fato de se sentir amado pelos outros. Então
estaremos aptos a amar. Em outro cenário, teríamos
que empreender um grande amadurecimento
de nossa transcendência para atingirmos níveis
consideráveis de altruísmo.
As razões para amar, estão na realização do
propósito de vida. É no amor que a Identidade se
revela, porque encontra e se reconhece nas esferas
do pertencimento.
A perspectiva de vida
com base no amor, nos leva
a empreender a construção
de si e do mundo pautada
no respeito, capaz de
promover a igualdade e a
equidade. Nos faz capazes
de acolher, proteger,
promover e integrar.
Principalmente os mais necessitados.
Evitar de ser instrumento das forças que
induzem ao ódio. Assim estaremos longe dos
ressentimentos, mágoas, frustrações, decepções,
ciúmes e tantos outros males que poderão testar o
poder de amar.
A entrega total do que somos e fazemos nasce
do amor, se fortalece no amor e deixa suas marcas
eternas como legado de nossa existência.