Vivemos hoje, mundialmente, uma realidade marcada por grandes mudanças que afetam profundamente a sociedade, instituições e principalmente a família. Estas mudanças acontecem com grande velocidade em todos os cantos do planeta e atingem as pessoas, as famílias e os casais, os seus valores, o seu estilo de vida, a sua maneira de julgar as coisas e de se relacionar com Deus, com o próximo e com a natureza.
Esta cultura conduz à indiferença pelo outro; prefere-se viver o dia a dia, sem programas a longo prazo nem apegos pessoais, familiares e comunitários; as relações humanas estão sendo consideradas objetos de consumo, conduzindo a relações afetivas sem compromisso responsável e definitivo.
Como cristãos, inseridos no contexto da Comunidade-Igreja, somos convocados a respeitar e promover os direitos fundamentais do ser humano, especialmente com os que vivem o sofrimento da fome e sede, vivem à margem da sociedade e em condições desumanas.
O Papa Francisco, na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), nos convida para, “no contexto cultural atual, marcado por tantas desigualdades sociais, precisamos primeiramente nos reencantar com a beleza da vida humana, do matrimônio cristão e da família e, consequentemente, reencantarmos o mundo com esses mesmos valores. Eis o nosso desafio! Não tenhamos medo, saiamos...”
Diante disto, estas indiferenças nos incomodam e nossa preocupação aumenta, quando esquecemos que somos todos irmãos e por isso viver em harmonia torna-se difícil. Porém, nem tudo está perdido. Quantos estão voltados para o bem comum; quantos colocando-se no lugar dos outros que sofrem, buscam prestar ajuda de alguma forma. Então, ser cristão num mundo globalizado é buscar nas Bem-Aventuranças o segredo da felicidade que nos apresentou Jesus no Sermão da Montanha.
A família, primeira escola, tem como papel fundamental a educação de seus filhos, para o serviço e as atenções voltadas para o bem comum, sem esquecer que o dom da vida é um presente de Deus e cuja resposta será nossa vivência, e ver no próximo alguém como nós e que precisa de nossa presença, nosso abraço, aperto de mão.
Pensemos nisto...
Paulo Poletto