•  
     
    Família Missão dos Cônjuges

    Recordando a Exortação Apostólica Amoris Laetitia, do Papa Francisco, quando fala da caridade conjugal assim se expressa: “A Caridade é o amor que une os esposos, amor santificado, enriquecido e iluminado pela graça do Sacramento do Matrimônio”.

     

    Neste ano dedicado à família, refletir sobre o papel de marido e mulher é importante enquanto como pessoas humanas, que nos colocamos a servir, somos, por muitas vezes, fracos nas relações e damos pouca importância a quem está ao nosso lado construindo um caminho de vida. A dose do amor parte de nós mesmos. Ninguém pode nos substituir. Amar é essencial para que exista uma relação sadia, comprometida com o crescimento de uma caminhada a dois.

     

    Pe. Caffarel, idealizador do Movimento das Equipes de Nossa Senhora, aconselhava os casais a utilização de meios de aperfeiçoamento para levantar o desafio da santificação do cônjuge: “Transformar o seu olhar, oferecer um conselho, garantir seu apoio”. Ou seja, o amor exige uma atitude de entreajuda imbuída de caridade que se desenvolve nestas três dimensões. O olhar de Deus é criador. Amar é, antes de mais nada, conhecer. Ver-se através dos olhos do outro, abre uma forma de controle recíproco e de conselho favorável ao crescimento.

     

    O amor que não cresce começa a correr riscos (AL 320). A certeza é a presença de Deus amor na vida de cada cônjuge e descobrir que o ‘outro não é seu, mas que tem um mestre muito mais importante, seu único Senhor’. Respeitar a intimidade do outro e só o Senhor pode ocupar o centro de sua vida.

     

    Frequentemente nos deparamos com pais e esposos dizendo que seus filhos e esposo(a) são seus melhores amigos. Ora, existe uma diferença a considerar entre amigos e filhos ou esposo(a). Filho ou esposo(a) é algo muito maior que um simples amigo. Expressa um compromisso, uma missão, um dever gratuito que brota de um desejo de fazer o outro feliz. Os noivos no compromisso assumido no dia do matrimônio prometeram fidelidade e amor e a promessa de construção de suas vidas sob o olhar e as bênçãos de Deus. Devemos tomar consciência de que o Novo Mandamento lhe diz respeito e esforçar-se para converter seu amor conjugal em caridade conjugal.

     

    Neste mês, mês dos namorados, procuramos aprofundar a extensão do amor na vida do casal e deste na vida da sociedade.

     

    Pensemos nisto

    Paulo Poletto

     
    Indique a um amigo
     
     
    Mais artigos