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    Defesa da Vida

    No mês de agosto, lembramos as vocações sacerdotais, matrimoniais, religiosas e leigas. São momentos importantes dentro da Igreja a celebrar a missão e o compromisso de como cristãos, presentes na sociedade. Cada uma tem sua mística, caráter especial e essencial.

    A Ação Evangelizadora no Brasil propôs fazer acontecer a evangelização onde estamos. Perguntamo-nos por onde começar? É pela família. A Pastoral Familiar tem a missão de evangelizar na família e pela família. Em primeiro lugar é na nossa família, porque sabemos o quanto ela sofre para manter-se fiel e perseverante nos seus ideais e nos seus valores. Numa sociedade que prioriza a independência e o individualismo, a família se torna um obstáculo para uma vida “livre e sem responsabilidade”. É no seio da família que o ser humano desenvolve toda sua essência e integridade. Cresce no amor, na gratuidade, na doação, na partilha, na paciência, na resiliência, no cuidado, na solidariedade, e no compromisso com o outro. Estes valores, são repassados de coração a coração – compromisso assumido pelos pais quando da celebração matrimonial. Portanto, evangelizar na família é amar todo dia, é acreditar na vida, é responder com alegria ao chamado de Deus.

    Já no mês de outubro a Igreja nos convida a continuarmos esta reflexão, desta vez no compromisso da defesa da vida. O crescimento do homem cada vez mais urbano, nos compromete a uma evangelização mais humana, mais família. Vivemos num mundo que vem perdendo o sentido da vida, num clima de orfandade social, resultado de uma cultura de morte, onde Deus é descartado e a vida desprezada. Somente a experiência dos laços de amor humano, que o mundo poderá voltar-se à verdade que foi revelada por Jesus Cristo, cuja vida é-nos dada gratuitamente e ninguém pode tirá-la, da concepção até a morte natural.

    Neste tempo que celebramos a Semana Nacional da Vida – primeira semana de outubro -, possamos refletir sobre nossas ações de como concebemos e o valor que damos à vida, obra e dom gratuito de Deus.

    Pensemos nisto.

    Paulo Poletto

     
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