“Somos livres”. Esta expressão muito usada no presente momento, pode indicar diversas formas de interpretação. Ou podemos fazer o que nos é permitido, ou seja, respeitando a vontade e a liberdade do outro, ou as nossas manifestações não levam em conta os pensamentos do outro e decide simplesmente pela sua vontade.
Vemos que isto também está acontecendo nas famílias, ocasionando discussões internas, muitas vezes chegando a situações como as que acompanhamos nas mídias policiais.
O Papa Francisco, nos alerta para o relacionamento humano existir precisamos nos colocar “nos sapatos dos outros”. E continua “muitas vezes somos escravos do nosso egoísmo”.
Vejamos alguns alertas do Papa:
- Durante nossa vida causamos transtornos aos outros, porque somos imperfeitos. pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade e incomodamos.
- Nas relações próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente, mas agrademos. Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro.
- Parece que o mundo gira em torno dos nossos caprichos e o outro, é apenas um detalhe.
- E, assim, vamos causando transtornos. E eles mostram que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma. O outro também está em construção e nos causa transtornos.
- Às vezes, um tijolo cai e nos machuca; outras vezes é a cal ou o cimento que sujam nosso rosto; quando não é um, é o outro. O tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco, também têm de fazer. Esta é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram,
- A partir dessa conclusão< chegamos a uma necessidade humana e cristã: o perdão. Perdoar, é cuidar das feridas e sujeiras; é compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários.
- Se eu errei, se eu te magoei, se eu te julguei mal, desculpe-me por esses transtornos... Estou em construção!
De fato, estas considerações podem e nos auxiliam nas decisões, quando nos dirigimos ao outro, principalmente entre os membros da família.
Pensemos nisto!
Paulo Poletto