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Notícias - Detalhes

 
19/03/2018
Tríduo Pascal: paixão, morte e ressurreição do Deus que se fez homem

A Igreja desde a morte e ressurreição de Jesus deu continuidade, em cada Missa celebrada, àquela ceia que o próprio Cristo realizou juntamente com os apóstolos. Toda a Missa é um memorial da Páscoa de Jesus: Sua paixão, morte e ressurreição. Contudo, para dar mais destaque ao evento pascal, a Igreja preparou um momento especial durante o ano litúrgico para celebrar a principal festa dos cristãos.

Tal é a grandiosidade da Páscoa que ela necessita de três dias solenes para ser celebrada e, depois, estende-se por mais uma semana, a chamada oitava da Páscoa, comemorando a vitória de Cristo sobre a Morte. Totaliza-se assim 11 dias de um único evento.

Na Quinta-Feira Santa, à noite, inicia o Tríduo Pascal com a Missa da Ceia do Senhor. Nessa Missa faz-se o Sinal da Cruz nos Ritos Iniciais e depois segue-se, com as celebrações, sem fazer o Sinal da Cruz até o sábado. Somente no sábado, será concluída a Missa com a benção solene nos Ritos Finais. Isso significa que temos três grandes momentos celebrativos em três dias, mas, ao mesmo tempo, uma só celebração.

Vejamos cada um dos dias dessa grande festa para melhor compreendermos e vivermos esse tempo precioso da Páscoa de Jesus em nossa vida!


QUINTA-FEIRA SANTA: A CEIA SACIANTE

“Tomai e comei, isto é o meu corpo” (Mt 26, 26).


Os Judeus, no tempo de Jesus, costumavam celebrar a Páscoa sacrificando um cordeiro ou um cabrito. Esse ritual rememorava a saída do povo Judeu do Egito. Nesta ocasião, eles comeram a carne do cordeiro que havia sido imolado e, com o seu sangue, mancharam as portas das casas de suas famílias, a fim de salvar o povo da morte que naquela noite havia ferido todas as famílias egípcias.

Jesus, por sua vez, tendo reunido os apóstolos na noite da celebração da Páscoa, ao invés de imolar o cordeiro; prefigura, ou seja, antecipa, o sacrifício da cruz, e dá, aos que estavam ao redor da mesa, não mais o cordeiro, mas sim o pão e o vinho já como corpo e sangue Seu.

Ao dar seu corpo e seu sangue, Jesus modifica o sentido da páscoa dos Judeus. Não são mais necessários animais para o sacrifício: Jesus mesmo se oferece dando a sua vida. Ele é novo cordeiro que foi imolado, o alimento que sacia e que dá a vida plena a todos. Ele não só se deu a si mesmo, mas também mandou celebrar em sua memória.

No decorrer da Missa na noite da Quinta-Feira santa, diversos elementos recordam a Ceia: primeiramente nas leituras bíblicas lembra-se da Páscoa Judaica (Ex 12, 1-14); da Nova Aliança feita em Cristo (1cor 11, 23-26) e na narrativa do Evangelho de João o Lava-pés (Jo 13, 1-15). Além disso, ainda temos cerimônia simbólica do Lava-pés e, ao final da celebração, a transladação do Santíssimo Sacramento e a desnudação do Altar, preparando o povo para celebrar a morte e a ressurreição de Jesus.


SEXTA-FEIRA SANTA: É CHEGADA A HORA

“Ecce homo!” (Eis o homem!) Jo 19, 5


Jesus, após ter comido e bebido com os seus, sabia que estava na sua hora. Ele iniciou o caminho do calvário. Passou por Pedro, por sua Mãe, por Verônica, por Simão de Cirene até chegar a Pilatos, o juiz romano. Este, apresenta Jesus à humanidade: “Eis o homem!” A imagem de Jesus apresentado à humanidade é a de um verdadeiro homem humilhado, arruinado, miserável. N’Ele reflete-se a desumanidade do poder dos homens que destrói os pequenos, os pobres. Mas, que ao mesmo tempo, inicia ali o verdadeiro reinado da justiça.

Continuando a subida do calvário, Jesus toma o lugar no seu trono: é crucificado. Sim, a cruz é o seu trono e os espinhos sua coroa. O cordeiro está pronto para ser sacrificado. Jesus morre na cruz. Sua morte foi o momento mais sublime da coroação do Rei de Israel. Jesus, na cruz, realiza a totalidade do amor que somente um Rei verdadeiro pode dar pelo seu povo: a própria vida. A partir de agora Deus se deu a conhecer ao seu povo. O acesso à Deus está livre. Jesus, o novo e último cordeiro imolado, não se deu ao povo somente em comida na ceia e em salvação na morte. Mas também deu ao homem o rosto de Deus, o rosto do amor.

Na celebração da Sexta-Feira santa, recorda-se todo o sofrimento de Jesus na hora da sua morte. A Liturgia da Paixão, como é chamada a celebração da tarde da sexta, inicia com um grande momento de silêncio recordando a dor de Jesus e, junto d’Ele, as dores atuais do povo também. Na sequência ouve-se o grande texto do Evangelho de João (18, 1-19, 42) da Paixão e Morte de Jesus e por fim adora-se a cruz e comunga-se. É um dia que todo o povo é convidado a sentir, nas suas dores, as dores de Jesus.


SÁBADO SANTO: A NOITE DIFERENTE DE TODAS

AS OUTRAS NOITES

“Por que estais procurando dentre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui! Ressuscitou!” Lc 24, 5-6


O credo católico diz que “cremos na ressurreição dos mortos”. Ressuscitar dos mortos é, de forma muito resumida, o viver face-a-face com Deus, ou então, o encontrar-se com Deus para viver a eternidade. A morte de Jesus na cruz não teria sentido se tudo tivesse terminado ali. Haveria um vazio existencial que a própria vida humana não teria mais sentido.

A ressurreição é, então, um fenômeno novo que ultrapassa qualquer experiência humana. Jesus foi o primeiro a inaugurar a possibilidade uma vida totalmente diferente, uma nova dimensão da existência humana. A ressureição é algo do qual não se pode demonstrá-la fisicamente. Mesmo que pudesse haver uma demonstração, não teria necessidade pois, a ressurreição alimenta uma viva esperança de um futuro livre e liberto de todo o pecado. Somente a esperança é necessária para o grande Reinado de Cristo onde habitara a justiça, o amor, a verdade, a graça, a santidade e a paz.

É nesse sentido da esperança que brilha a grande luz da ressurreição: em Jesus somos nascidos de novo! A luz tornou a noite mais clara que o dia! Por isso essa foi a noite diferente de todas as outras: Jesus ressuscitou! Estamos salvos! Na celebração da Vigília Pascal celebraremos a grande luz, o sol triunfal de Cristo sobre a morte.


Textos produzidos pelo seminarista Cristian Fabiani


Via-Sacra nos Pavilhões

A encenação da Via-Sacra nos Pavilhões da Festa da Uva, promete atrair a comunidade para um momento de oração na Sexta-Feira Santa, dia 30 de março. Neste ano, a dramatização refletirá sobre a Campanha da Fraternidade, que traz como tema a superação da violência.

Um grupo de 50 jovens dos diferentes grupos juvenis de Caxias do Sul prepara a apresentação, que inicia às 9 horas, na base da escadaria do Monumento Jesus Terceiro Milênio. O Setor Juventude da Diocese, que engloba movimentos, grupos juvenis, além da Pastoral da Juventude, assume a responsabilidade de realizar a Via-Sacra pelo quarto ano consecutivo.

De acordo com o assessor do Setor Juventude, Pe. Marciano Guerra, a Via-Sacra quer atingir o coração das pessoas. “Queremos explorar as batidas, os gritos e a dor desse dia que, para nós católicos, é para refletir e repensar sobre o amor e os sinais de Deus na nossa vida”, explica.

Em caso de chuva, o evento será realizado no salão paroquial da Paróquia Santa Catarina.


Encenação de Páscoa

O Grupo de Jovens Nova Geração realizará no dia da Páscoa (01/04), antes da missa das 18h30min, na Igreja de Lourdes, a tradicional encenação com a participação de mais de 20 jovens.

A apresentação retratará cenas da vida de dois jovens, inspirados na Campanha da Fraternidade, em situações de bullying e violência, mesclando cenas bíblicas com as do cotidiano.